Apresentação - Feia XII

Para apresentar o FEIA Do(u)ze, a você que ainda não sabe o que este é, façamos, de modo rápido & sucinto, uma explicação um tanto quanto genérica, diria-se ligeira, para posteriormente falarmos um pouco do que será essa edição.

O FEIA é aquela coisa, um festival Universitário de Artes Integradas, feito principalmente pelos alunos do Instituto de Artes - IA - da Unicamp (mas contando com outros tantos discentes de fora), para o IA, Unicamp, comunidade de Barão Geraldo, de Campinas e região. Uma semana de muitos eventos - quase todos gratuitos - com oficinas, palestras e apresentações, de diversos campos da arte: teatro, dança, música, audiovisual, artes visuais e arquitetura. Todos os dias, o dia todo.

Mas para saber o que faz do FEIA Do(u)ze “O” FEIA Do(u)ze, devemos, antes de mais nada contar o que foi o ano de 2011 no IA, local onde essa edição foi pensada, construída, gestada.

Foi, no mínimo, um ano agitado. Os alunos se juntaram, se mobilizaram, ou melhor, se encontraram para realizar, conjuntamente, algo a mais durante a graduação. Ações como CanalIA, Xavante, Gestão Embora Caia, entre outras, foram muito representativas, tudo nos levando a crer que isso não é pouco, pois foi nesse IA que a Organização do FEIA ganhou corpo. Mais de 30 pessoas trabalhando juntas, constituindo um recorde histórico.

No começo do ano nos reunimos, muitos ainda incertos do porquê ou dos porquês da participação coletiva. Porém, por fado, destino, acaso ou sorte, a percepção de algo maior nos unia. E foi ao construir este perceber de que o Festival em si é essa interação, fortaleceu- se nos alunos a vontade de conjuntamente criar algo que pudesse gerar uma experiência realmente significativa - para nós e principalmente para vocês, público.

Este foi o ano em que finalmente nos institucionalizamos. Agora o Festival faz parte do calendário oficial do IA. Uma batalha de 12 anos enfim concretizada. E esse é o primeiro motivo pelo qual celebrar, antes mesmo do Festival acontecer, e que passos maiores sejam dados pelas organizações futuras.

Acima de tudo, nessa edição, acreditamos no potencial transformador da arte. Na vida, para algo mudar, um rumo se alterar, por vezes sair fora do eixo, poucas coisas são mais necessárias que o simples contato com a produção artística. É o encontro com uma Canja, logo ali, no meio da rua, no caminho para o bandejão, na volta do trabalho. Aquilo te desloca da vida objetiva, e de repente você decide parar, ouvir, ver, experienciar.

A organização deste ano ainda quer - e, ainda, porque essa foi a força motriz a fazer com que a primeira edição do Festival surgisse - colocar a produção do IA em diálogo com a Universidade e com a comunidade externa a ela. Queremos promover o acesso à Arte, ao que é produzido no IA, em Campinas, no Brasil. É esse encontro, muitas vezes inesperado... Em que algo se transformou! E só.

Mas talvez essa não seja a relação que você tem com o Festival. Você já o conhece, você se inscreveu para participar das oficinas, já se programou para ver os dois Fóruns (Interdisciplinaridades Artísticas e Produção Cultural) que foram organizados para essa edição, com o objetivo de aprofundar um pouco mais essas relações.

Isso, nos deixa muito felizes, pois a duas semanas do início do Festival enquanto o presente texto está sendo redigido, temos mais de mil pessoas inscritas no site. Este, aliás, outra grande vitória da Organização atual, pois nos vêm a memória a edição de dois anos atrás, em que as inscrições eram feitas presencialmente. Desta forma, você que não é estudante da Unicamp, agora pode participar conosco.

Sim, parece que o FEIA finalmente concretiza um de seus grandes objetivos, o de chegar às pessoas, fora do umbigo da Unicamp. Os shows de abertura, ou melhor, das aberturas do Festival não serão dentro da Universidade, pois mais próximas dessa comunidade que nos abriga, teremos dia 24 de setembro na Lagoa do Taquaral e dia 25 na Praça João Amazonas, no Campo Grande.

Encontremo-nos.